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Mostrando postagens de novembro, 2017

Entrada 11

Pagador de Promessas, Dias Gomes (página 71) Padre      (C omo se anotasse as palavras. ) Tão pesada como a de Cristo. O senhor prometeu isso a... Zé      A Santa Bárbara. Padre      A Iansan! Zé      É a mesma coisa Padre      ( Grita. ) Não é a mesma coisa! ( Controle-se. ) Mas continue. Esta parte é bem forte porque o Zé e o Padre não concordam. Para Zé, a promessa que ele fez a Iansan é também para a Santa Bárbara porque ele acredita que é a mesma coisa. O Padre, porém, fica indignado que Zé fez isso. O Padre acredita que tudo de Candomblé é do diabo e deve ser evitado. O Zé acredita que o Candomblé não é tão terrível assim. Ele era desesperado, porém, e talvez não pensou na promessa como devia ter feito. Mas, o Zé é de um lugar onde Candomblé e a Igreja Católica são bem ligados. E a promessa para Iansan (Santa Bárbara) deu certo.

Entrada 10

O Pagador de Promessas, Nota do Autor, Dias Gomes "Como Zé do Burro, cada um de nós tem suas promessas a pagar. A Deus ou ao Demônio, a uma Ideia. Em uma palavra, à nossa própria necessidade de entrega, de afirmação" (15). Essas promessas que temos a pagar são importantes para todos nós. São como metas que podem guiar nossas vidas. Gostei que esta citação fala que nossas promessas a pagar podem ser a Deus, ao Demônio ou a uma Ideia. Esta variedade mostra que nossas promessas não são as mesmas que as de outras pessoas. Também, pode mostrar que estas promessas a pagar não sempre são coisas boas.

Entrada 9

Autopsicografia, Fernando Pessoa O poeta é um fingidor. Finge tão completamente Que chega a fingir que é dor A dor que deveras sente. E os que leem o que escreve, Na dor lida sentem bem, Não as duas que ele teve, Mas só que eles não têm. E assim nas calhas de roda Gira, a entreter a razão Esse comboio de corda Que se chama o coração O poema começa com uma frase que imediatamente chama a atenção do leitor. Isso é porque o leitor, lendo poesia, não pensa que um poeta falaria que ele é um fingidor, que também significa que ele é um mentiroso. Então, o primeiro verso “o poeta é um fingidor” faz o leitor pensar em porque um poeta escreveria poesia, se ele só irá mentir para o povo. Lendo mais, porém, mostra que o poeta tem que ser um fingidor para dar algo ao leitor. O poeta está escrevendo poesia para colocar em obra escrita algo que não pode ser expressado. Poesia não gira em torno da dor que o autor sente. Não gira em torno das ideias do autor. Em contramão, este poema m...