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Mostrando postagens de outubro, 2017

Entrada 8

Epílogos, Gregório de Matos "Que vai pela clereiza?...................Simonia   E pelos membros da Igreja?..........Inveja   Cuidei, que mais se lhe punha?.....Unha.   Sazonada caramunha!   enfim na Santa Sé   o que se pratica, é   Simonia, Inveja, Unha" (149). Este poema foi escrito para os nobres e os lidos da cidade Salvador. Nestas duas estrofes o autor refere a Igreja Católica, que era a religião dominante. Primeiro, ele fala das líderes da Igreja, falando para a clereiza. Simonia é uma palavra que descreve alguém que quer comprar or vender coisas espirituais. Neste sentido, o autor poderia estar sugerindo que a clereiza vende perdão e salvação para as pessoas. E elas compram com dízimo. Ele também refere aos membros da Igreja, falando que eles são invejosos. A unha significa que eles todos estão em baixo do rei e obedecem tudo. A sazonada caramunha é uma frase que não ouvimos muito, porém, significa o maduro choro de crianças. Enfim, o ...

Entrada 7

Cilada verbal, Affonso Romano de Sant'Anna   "Ha vários modos de matar um homem; com o tiro, a fome, a espada ou com a palavra                             --envenenada.  Não é preciso forca. Basta que a boa solte a frase engatilhada e o outro morre                          --na sintaxe da emboscada."  Este poema lista várias maneiras para matar alguém. A primeira estrofe começa listando aquelas maneiras típicas que todos nós conhecemos. O final da estrofe, porém, menciona alguma outra maneira em que pode mater alguém. Diferente que as outras maneiras, a palavra envenenada não precisa de muita força. O autor usa esta ideia de uma palavra envenenada para ensinar que uma palavra tem a mesma força de matar alguém. O tir...

Entrada 6

Negociações, Luis Fernando Veríssimo "Depositado na mesa em frente ao secretário-geral, Igor o encara com divertida indiferença, entre pálpebras semicerradas, Tira tragadas indolentes de maconha enquanto o secretário decide como tratá-lo.       -- Meu filho...-- experimenta o secretário. O rato o interrompe. Sua larina artificial, de rayon, produz um som áspero, agravado pela bronquite crônica.      -- Meu nome é Igor, excelência. Simplesmente, Igor. Minha mãe era uma rata mutante. Meu pai, um  conta-gotas. Não sou seu filho." Esta parte da crônica mostra algo interessante. O secretário está encontrando o Igor pela primeira vez. Esta reunião é sobre a relação entre os ratos e os humanos. Aqui, o secretário quer mostrar para Igor é os humanos estão acima dos ratos. Com isso, o secretário usa uma frase de carinho para falar para Igor. Igor, contudo, consegue ver que o secretário quer fazer isso e corrige o secretário, falando que...

Entrada 5

O Conto da Ilha Deconhecida, José Saramago “Não queres vir comigo conhecer o teu barco por dentro, Tu disseste que era teu, Desculpa, foi só porque gostei dele, Gostar é provavelmente a melhor maneira de ter, ter deve ser a pior maneira de gostar” (43). Este diálogo entre o homem do barco e mulher da limpez é curioso. Aqui o narrador usa este diálogo para dar sentido para a palavra, ter. A mulher, na sua mente, já reivindicou o barco como seu. Ela sabe que vai limpar cada polegada daquele barco. Ela vai investir muito tempo nele. Portanto, ela vê o barco como seu, mas não oficialmente. O homem do barco fala que o barco é da mulher da limpez porque ela gostou do barco. Isso dá um outro sentido para a palvara ter, em vez de só possuir. A relação entre gostar e ter então é difícil. Ele está falando que alguém pode reivindicar algo porque gosta dele. Na contramão, ele também fala que ter é a pior maneira de gostar. Então, não devemos gostar de algo só porque é nosso.  ...