Entrada 3
Missa do Galo, de Machado de Assis
"Boa Conceição! Chamavam-lhe "a santa", e fazia jus ao título, tão facilmente suportava os esquecimentos do marido. Em verdade, era um temperamento moderado, sem extremos, nem grandes lágrimas, nem grandes risos. No capítulo de que trato, dava para maometana; aceitaria um harém, com as aparências salvas. Deus me perdoe, se a julgo mal. Tudo nela era atenuado e passivo. O próprio rosto era mediano, nem bonito nem feio. Era o que chamamos uma pessoa simpática. Não dizia mal de ninguém, perdoava tudo. Não sabia odiar; pode ser até que não soubesse amar" (2).
Esta citação é notável porque dá uma imagem aos leitores da verdadeira Conceição. Ela é, também, alguém importante para o narrador, porque ele descreve-a em uma maneira bondosa.
No começo, o narrador escreve que o povo a chama de santa. Isso é importante no conto porque cria uma imagem dela como uma pessoa quase sem falta. Durante o resto do conto, o leitor fica com a imagem de Conceição como uma santa na mente. Ela é louvada pelo narrador pela paciência dela durante a traição do marido dela. Mas, essa paciência também permite o leitor a pensar que a Conceição tem sido derrotada.
Apesar de tudo isso, o narrador continua a descreve-la, concluindo que ela é uma pessoa que gosta de todo mundo e todo mundo gosta dela. O final, porém, tem a frase mais peculiar de todos. Como é que ela não sabe amar? O narrador não falou que ela gosta de todo mundo? O narrador, ao refletir neste tempo passado, dá o leitor a ideia que a Conceição e a experiência que ele teve com ela talvez não seja como ele descreve mais tarde no conto.
"Boa Conceição! Chamavam-lhe "a santa", e fazia jus ao título, tão facilmente suportava os esquecimentos do marido. Em verdade, era um temperamento moderado, sem extremos, nem grandes lágrimas, nem grandes risos. No capítulo de que trato, dava para maometana; aceitaria um harém, com as aparências salvas. Deus me perdoe, se a julgo mal. Tudo nela era atenuado e passivo. O próprio rosto era mediano, nem bonito nem feio. Era o que chamamos uma pessoa simpática. Não dizia mal de ninguém, perdoava tudo. Não sabia odiar; pode ser até que não soubesse amar" (2).
Esta citação é notável porque dá uma imagem aos leitores da verdadeira Conceição. Ela é, também, alguém importante para o narrador, porque ele descreve-a em uma maneira bondosa.
No começo, o narrador escreve que o povo a chama de santa. Isso é importante no conto porque cria uma imagem dela como uma pessoa quase sem falta. Durante o resto do conto, o leitor fica com a imagem de Conceição como uma santa na mente. Ela é louvada pelo narrador pela paciência dela durante a traição do marido dela. Mas, essa paciência também permite o leitor a pensar que a Conceição tem sido derrotada.
Apesar de tudo isso, o narrador continua a descreve-la, concluindo que ela é uma pessoa que gosta de todo mundo e todo mundo gosta dela. O final, porém, tem a frase mais peculiar de todos. Como é que ela não sabe amar? O narrador não falou que ela gosta de todo mundo? O narrador, ao refletir neste tempo passado, dá o leitor a ideia que a Conceição e a experiência que ele teve com ela talvez não seja como ele descreve mais tarde no conto.
Comentários
Postar um comentário